Do outro lado do muro, e feliz de novo
Nunca fui lá muito amiga da escuridão. Gosto de luz, de cores. Gosto de ver os contornos e saber exatamente o que está em minha frente. Sempre que faltava luz eu corria para a rua, olhava para o alto em busca da Lua, ou do Sol. O que estivesse iluminando o céu no momento. Isso quando eu ainda morava com os meus pais. Mas morando sozinha, num apartamento, o que eu faria? Bom, descobri hoje. Passei pelo primeiro "blackout em voo solo".
As luzes se apagaram. Vi que não tinha para onde correr e acendi uma velinha com aroma de maçã verde. Ficou aquela luz suave em meio à penumbra. Um cheiro bom. Relaxei. Me senti capaz. Capaz pq o que eu preciso está aqui comigo. Foi Deus quem me deu. Não preciso de outro país, de um relacionamento perfeito, de outro emprego, de um mega salário.
Sou feliz agora, sendo o que sou. A minha vida é agora, é essa, e como estou feliz em vivê-la. Como estou feliz de acreditar nela de novo. Como estou feliz de levá-la pra onde eu achar melhor. Como estou feliz de estar feliz de novo. Com vontade de escrever mil vezes a palavra feliz, só pela gratidão de me sentir assim novamente depois de meses difíceis. Feliz. Feliz. Feliz e FELIZ!
Tudo passa, tudo muda. A lição do Leandro fica, mais verdadeira do que nunca. Quem me conhece bem vai saber quem é o Leandro e a importância que ele teve na minha vida. Mas eu explico, mesmo assim. Leandro é o meu melhor amigo, que morreu de câncer aos 17 anos. Eu tinha uns 16, e sofri muito na época. Cheguei a perder a vontade de viver por um tempo também.
Ela (a vontade) voltou. Ele nunca voltará. Mas deixou algo que nunca vou esquecer, a certeza que embala o meu coração quando tudo fica cinza. Uma frase que aquele anjo dizia: o muro é sempre menor do outro lado.

1 Comments:
florzinha
fazia tempo que não entrava no teu blog. hoje entrei e vi esse post tão lindo!!
Fiquei feliz por saber que vc está feliz!!!!
grande beijo no teu coração
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