Teimosa, eu? Capaz
Quem me conhece direito sabe que eu adoooro coisas "combinandinho". Pois bem, ano passado minha sandália branca anabela (pra trabalhar salto fino não é o melhor, né?) arrebentou. Bati bastante perna, pesquisei e comprei uma na Grendelli do Mueller. Parecia ser forte, confortável e classuda.
Mas nem todas aguentam o tranco do meu dia a dia. Por um tempo, ela tapeou. Só por um tempo. Depois aquela "classe" toda foi indo pelo ralo. Ficou rota, feia. Sem contar que o material dela deixava um cheiro ruim quando molhava. Eu me achava uma gata borralheira com ela no pé, mas não abandonava. E qdo eu caminhava então? O salto era esquisito e me fazia quase virar o pé. Andar num calçamento irregular? Nem pensar. Era evidente que a sandália não era boa pra mim. Talvez pra uma fresca, que usasse ela numa baladinha meia boca de vez em nunca. Pra mim, ou é forte o bastante, ou tchau.
Mesmo sabendo disso tudo, não mandava a bendita sandália pra frente e era meio que uma penitência usá-la. No caso, eu me penitenciando por ser cabeça dura.
Ontem ela arrebentou. Aliás, não só ela... Trabalhei a última hora do meu dia com os pés descalços em plena redação. E quer saber? Muita aliviada. Tem coisa na vida que não presta, nunca prestou, e a gente fica tapando o Sol com a peneira.
Ah, você quer saber o que aconteceu com a sandália? Está no carro. Não vale a pena remendar. Vai fora. Boa sorte pra quem comprar o mesmo modelo. Pra mim, não serviu. Não gosto de coisa molenga.

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